domingo, 5 de junho de 2011

7º Fichamento


O DIAGNÓSTICO ANTECIPADO DE DOENÇAS
GENÉTICAS E A ÉTICA
Volnei Garrafa

O autor aborda a questão ética como uma forma de máscara para esconder o descaso do poder público com a saúde de uma forma geral, muito se discute sobre é tica e enquanto isso pessoas morrem por falta de atendimento.
A distância entre os excluídos e os incluídos na sociedade de consumo mundial – tanto quantitativa quanto qualitativame- é gritante. Enquanto os japoneses vivem aproximadamente 80 anos, em média, em alguns países africanos, como Serra Leoa, Burkina Fasso ou Malawi a média mal alcança os 40 anos. Um brasileiro pobre, nascido na periferia de Recife, no Nordeste do Brasil, vive aproximadamente 15 anos menos que um pobre nascido na mesma situação na periferia de Curitiba ou Porto Alegre, no Sul. O usufruto democrático dos benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico, portanto, está muito longe de ser alcançado. Esta é a dura e crua realidade: quem tem poder de compra vive mais, quem é pobre vive menos. E a vida passa a ser um negócio rentável para uns, inalcançável para outros... A saúde é substituída pela economia e suas teorias mirabolantes, em um mundo comandado pelo fundamentalismo econômico.
A genética vem para trazer um conhecimento maior sobre o ser humano que ajuda diretamente esse problema de saúde, no entanto os teste que antecipam diagnostico podem levar a uma nova forma de preconceito, visto que, não é por acaso, então, que a IAB estabeleceu o seguinte tema para sua reunião de diretoria, realizada na University of Central Lancashire, em Preston, na Inglaterra, entre 5 e 7 de dezembro de 1997: "Informação genética: aquisição, acesso e controle". Nessa reunião, as duas principais conferências tiveram títulos interrogativos e provocatórios: "Nós somos capazes de aprender da eugenia?" e "Os testes pré-natais são discriminatórios com relação aos deficientes?". Enfim, tudo o que foi dito até aqui reforça minha convicção de que os testes e os diagnósticos preditivos (antecipatórios) em genética guardam relação direta com as liberdades individuais e coletivas, com os direitos humanos, com a cidadania e com a própria saúde pública.
Neste sentido, um exemplo paradigmático é exatamente aquele do uso cada dia maior de testes genéticos na vida cotidiana das pessoas. Questões como o aborto, passam a ser colocadas não somente nos casos de más-formações, mas também de anomalias cromossômicas. Para os adultos, surge a questão da notificação do defeito (ou "doença") genético. A notificação deve ser feita somente ao indivíduo portador de gens "ruins", ou também à sua mulher, filhos, irmãos e demais parentes? Em particular nos Estados Unidos, as conseqüências disso tudo são da maior seriedade social, pois não somente empregadores e empresas seguradoras, mas também escolas e mesmo cortes de justiça, buscam respostas de alta eficácia, com custos mais baixos e menores riscos. E utilizam, cada vez mais, a técnica dos testes.
Após tais reflexões o autor disserta sobre o outro lado dos testes, a parte positiva, e assim, defende veementemente a discussão moral e ética sobre tais testes sem que tais procedimentos transforme-se em obstáculos para a melhoria da nossa saúde.
A adoção de normas e comportamentos moralmente aceitáveis e praticamente úteis, requer tanto o confronto quanto a convergência das várias tendências e exigências. Ou seja, requer o exercício da tolerância e da pluralidade. A tolerância deve ser total, se entendida como respeito aos pensamentos e opiniões alheias, mas o mesmo não pode se afirmar dos atos que muitas vezes os acompanham. A intolerância e a unilateralidade, porém, são fenômenos freqüentes tanto nos comportamentos cotidianos quanto nas atitudes em relação aos problemas de limites que surgiram mais recentemente e que crescem todos os dias.
Assim, suas últimas palavras são o resumo ideal do seu artigo:
Concluindo, devo dizer que o controle social sobre qualquer atividade de interesse público e coletivo a ser desenvolvido, é sempre uma meta democrática. Nem sempre ele é fácil de ser exercido. No caso da bioética, da genética e, especificamente, dos testes preditivos, a pluri-participação é indispensável para a garantia do processo. O controle social – por meio do pluralismo participativo - deverá prevenir o difícil problema de um progresso científico e tecnológico que reduz cidadão a súdito, ao invés de emancipá-lo. O súdito é o vassalo, aquele que está sempre sob as ordens e vontades de outros, seja do rei ou de seus opositores. Essa peculiaridade é absolutamente indesejável em um processo no qual se pretende que a participação consciente da sociedade mundial adquira papel de relevo. A ética é um dos melhores antídotos contra qualquer forma de autoritarismo e de tentativas de manipulação.


Artigo publicado originalmente na Revista: O Mundo da Saúde, São Paulo - SP, v. 24, n. 5, p.
424-428, 2000 – Republicação autorizada pelo autor.

6º Fichamento


A INFLUÊNCIA DE FATORES GENÉTICOS NA PATOGÊNESE DA DOENÇA PERIODONTAL
         
CRISTIANE SANTOS DA GAMA  
RICARDO GUIMARÃES FISCHER
CARLOS MARCELO DA SILVA FIGUEREDO


Os autores buscaram identificar os fatores genéticos que contribuem para a doença Periodontal seja para criá-la ou eliminá-la, desta forma evidentes considerações sugerem que as bases genéticas para a doença periodontal agressiva consistem em uma doença genética que envolve apenas um único gene de caráter hereditário. Já o suporte para a susceptibilidade genética na forma mais comum da periodontite crônica está aumentando a sugestão de que é uma doença multifatorial padrão.
Mesmo tendo todo avanço científico no campo da genética e aprimorando os conceitos a respeito das causas da doença, sua análise completa ainda é complicada porque a doença periodontal tem muitas características de doenças complexas, o que torna difícil os estudos genéticos.
No entanto não se pode deixar abater pois os autores contam como vantagens, a identificação de fatores genéticos que controlam a resposta imune à variadas infecções microbianas tanto em murines quanto em humanos tem aumentado a ênfase da determinação genética na resposta do hospedeiro. Um suporte adicional para a contribuição genética na periodontite revelou a identificação de certos polimorfismos genéticos que estão relacionados com os fenótipos da resposta imune achados em certos grupos de pacientes periodontais.
Existem assim genes que são vistos como possíveis candidatos a desenvolverem a doença, desta forma, um gene pode ser considerado como candidato quando o processo fisiológico determinado pôr ele estiver associado com a severidade da doença. Mas, infelizmente não existem desordens genéticas que possam ser usadas como marcadores da periodontite severa. Entretanto, como a periodontite é uma resposta inflamatória e acreditando-se na hipótese de que a transição de uma gengivite para uma periodontite possa ser causada pôr uma resposta inflamatória desproporcional, causando danos ao hospedeiro, as substâncias pró-inflamatórias passaram a ser fortes candidatos a gerar essa transição.
A conclusão dos autores é bastante otimista no que tange a previsão de conhecimento genético da doença em estudo são suas palavras: “Sendo assim, podemos concluir que a correlação dos polimorfismos genéticos na resposta imune com os fenótipos de certos grupos de pacientes, como demonstrado pelo receptor FcgRIIA nas periodontites agressivas e a IL-1 nas periodontites crônicas, parece sustentar a mais promissora aplicação dos determinantes genéticos para as periodontites. No futuro, será possível usar essa informação para ajustar a resposta do hospedeiro contra as infecções microbianas, inibindo ao máximo a ação do microorganismo e ao mesmo tempo minimizando os danos inflamatórios.”


Endereço para correspondência:
Prof. Carlos Marcelo da Silva Figueredo, PhD
Instituto de Odontologia da PUC-RJ,
 Rua Marquês de São Vicente, 389 Gávea, Rio de Janeiro –RJ

5º Fichamento


A genética e seus desafios no Brasil contemporâneo

Cristiano Guedes


A genética é um campo cujos avanços têm levantado questões que exigem um esforço interdisciplinar de reflexão.

O autor trata das discussões mais recentes sobre a genética, entre eles o Projeto Genoma, a clonagem, a homossexualidade, na segunda parte trata sobre as deficiências genéticas, tendo como exemplo a surdez, na terceira parte, analisa questões centrais de saúde pública em diferentes países, inclusive no Brasil. Nesse sentido o autor comenta: “O estabelecimento de políticas autoritárias de prevenção e a estigmatização das pessoas identificadas por meio dos testes são riscos que o Brasil corre ao deixar de dialogar com os outros países que possuem uma longa trajetória, repleta de erros e de acertos, nesse campo de intervenção da saúde pública.” Na quarta parte o livro refere-se ao Aborto por Anomalia Fetal, concordo com o argumento descrito pelo autor sobre tal tema: “a deficiência não é incompatível com a vida e que as limitações não estão inscritas nos corpos, mas nas sociedades onde vivem as pessoas com deficiência.” E por fim, temos a questão do aconselhamento genético profissional que na verdade falta em nossos profissionais, tanto quanto na nossa legislação.
            Assim sendo podemos concluir que: “Trata-se de um livro para pesquisadores e profissionais de saúde que atuam no campo da nova genética. O livro contribuirá, também, no processo de reflexão em torno de novas legislações e regulamentos destinados a ordenar a vida da sociedade brasileira diante das descobertas científicas e de suas conseqüências sociais.”

sábado, 4 de junho de 2011

4° Fichamento

Exame de DNA e investigação de paternidade - indispensabilidade de prova indiciária
 José Diogo Bastos Neto


Nada pode ser mais importante do que saber sua verdadeira origem, ter a certeza sobre quem são seus pais. Em situações onde a dúvida assola a pessoa a genética surge como forma de esclarecimento, pois após descoberta no ramo da biologia que exames de código genético, conhecidos como DNA, podem alcançar exatidão próxima a 99% para aferir paternidade, o sistema jurídico e judicial iniciou movimento visando incorporar esta ferramenta para a busca da verdade real em demandas que tivessem por fito reconhecimento do direito a filiação assegurado pela Constituição Federal  junto ao art.227, parágrafo 6º.
Partindo dessa premissa, apos edição do Código Civil de 2002  no artigo 232,  "... a recusa a perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame."-, permitiram leitura que tal dispositivo aplicável às ações investigatórias de paternidade autorizavam procedência da demanda pela mera recusa do investigado a se submeter a tal exame. 
Tal  atitude vem reforçar a confiança na genética, no entanto ainda houveram opositores, o que restou a jurisprudência como fonte viva do direito  materializar com a edição da súmula 301 pelo Tribunal da cidadania, STJ, ao consolidar sobre o tema indicando que "... em ação investigatória de paternidade, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade".

3° Fichamento

Uso da prototipagem biomédica em Odontologia
Sergio Antônio Pereira Freitas;
 Patrícia de Melo Costa;
 Renato da Costa Ribeiro
Os autores iniciam o artigo com o conceito e uma retrospectiva do processo de moldagem de protótipos: “protótipos são réplicas fidedignas de determinados objetos e estruturas. No passado eram construídos por moldagem direta, com gesso e silicone. A partir dos anos 80, com a evolução da informática, foram desenvolvidos sistemas de Prototipagem Rápida (PR), capazes de confeccionar um protótipo em poucos dias ou horas, através de softwares CAD (Com-puter-Aided Design) e CAM (Computer-Aided Manufacturing). No passado um modelo era uma réplica de um determinado objeto, construído a partir de uma moldagem direta, com materiais específicos para esse fim, como gesso, alginato, silicones, dentre outros. O gesso foi empregado pela velha civilização egípcia para reprodução da face humana. Algumas dessas máscaras podem ser vistas no Museu do Cairo e em nada diferem das construídas entre nós, há poucos anos. A Prototipagem Biomédica surgiu no final da década de 80, porém os modelos confeccionados a partir da anatomia humana tinham apenas finalidade didática, para posteriormente auxiliar em cirurgias. Eles permitem a percepção tátil da parte da anatomia desejada e da patologia estudada. Em Odontologia, ela pode ser usada nas áreas de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Implantodontia, Reabilitação Oral e Ortodontia. Os modelos biomédicos, além de ajudar na comunicação entre a equipe cirúrgica, o paciente e seus familiares, também servem para simulação e planejamento cirúrgico, para confecção de implantes personalizados e como preservação, servindo de parâmetros para posterior comparação pós-operatória. Posteriormente, já na era da Informática, foi possível projetar um desenho e transformá-lo em modelo.”
Hoje, a fabricação de peças tornam-se mais específicas para cada caso ou necessidade do paciente, sendo assim, existem basicamente três processos básicos para a fabricação de peças: o subtrativo, o aditivo e o conformativo. Dentre eles o modelo mais usado são os modelos biomédicos que servem para simulação de osteotomias, mensuração de estruturas, treinamento de técnicas de ressecção e um completo planejamento dos mais diversos tipos de cirurgia da região bucomaxilofacial. A sua utilização reduz o tempo do procedimento cirúrgico e, conseqüentemente, o período de anestesia, bem como o risco de infecção, havendo ainda melhora no resultado e diminuição no custo global do tratamento. Outra aplicação importante é no tratamento de anormalidades ósseas com efeitos estéticos e funcionais para o paciente. Segundo Meurer13 (2002) em cirurgias mais complexas e personalizadas, os modelos facilitam o procedimento cirúrgico, diminuindo os riscos e o tempo da operação.
Os protótipos são empregados na Cirurgia Bucomaxilofacial e Ortognática nos planejamentos de reconstruções dos terços médio e inferior da face, em expansão osteogênica e na reconstrução de ATMs. Servem também como referência pré-operatória, ajudando o cirurgião a comparar a estrutura anatômica após a intervenção.

2° Fichamento

ANÁLISE DE DNA EM ODONTOLOGIA FORENSE
Grasiele de Sousa Vieira,
Carlos Alberto Pereira Tavares,
Fernanda Capurucho Horta Bouchardet

Não é possível se conceber hoje o processo de identificação humana sem o uso do DNA, principalmente em casos onde está ocorrendo a decomposição corporal.
Partindo desse princípio foi feito um estudo onde “são caracterizados protocolos de coleta, preservação, extração, quantificação e amplificação do DNA; pois os cirurgiões – dentistas, quando na qualidade de peritos, devem se familiarizar com os conhecimentos tecnológicos para a análise de DNA.”
O DNA é visto por todos cientistas e leigos como fonte inegável de identificação por suas informações genéticas serem armazenadas sob a forma de ácidos nucléicos. Por essa causa“o interesse nos estudos forenses pelo DNA mitocondrial se deve principalmente ao fato deste apresentar resistência à digestão enzimática devido a sua estrutura circular, sendo desta forma a análise desse tipo de DNA excepcional no estudo de tecidos antigos e até arqueológicos, como ossos, dentes e cabelos.”
Cabe dessa forma como reza a lei Lei 5.081/66 a competência para a execução deste tipo de atividade, na área odontológica. O artigo 6o, define as competências do cirurgião-dentista: I - praticar todos os atos pertinentes à Odontologia, decorrentes de conhecimentos adquiridos em curso regular ou em cursos de pós-graduação; IV – proceder à perícia odontolegal em foro civil, criminal, trabalhista e em sede administrativa.
Podemos afirmar que na visão do autor o dentista tem necessidade de conhecer as técnicas de tipagem de DNA por ser além de um captador de amostras pode figurar como perito pois,o tecido dental é reconhecido como uma fonte rica de DNA para uso em casos de identificação humana.”
Para se obter o perfil genético através do DNA necessita-se das seguintes etapas: extração, quantificação, amplificação e análise da região estudada. O sucesso na análise do DNA está diretamente relacionado ao tipo de amostra colhida e de como foram preservadas.
No entanto o autor nos mostra uma triste realidade do nosso país, a falta de estrutura para a realização de tais exames de forma plenamente eficiente, cabe a cada profissional fazer o seu melhor para suprir tal deficiência que assola nossa sociedade.

Fonte: Arqu bras odontol 2010;6(2):64-70 ISSN 2178-0595
Trabalho realizado no Departamento de Odontologia da PUC Minas

Fichamento do 1° Artigo

Avaliação de genótipos de bananeira na região do baixo São Francisco, Sergipe

Ana da Silva Lédo;
 Josué Francisco da Silva Junior;
 Carlos Alberto da Silva Lédo;
 Sebastião de Oliveira e Silva

A banana faz parte da cultura do brasileiro desde o tempo da colônia, desta forma o Brasil ao longo dos anos tornou-se o terceiro maior produtor do mundo, sendo a região Nordeste responsável pela maior produção no país cerca de 2,7 milhoes de toneladas.“ A bananicultura possui uma grande importância socioeconômica no Nordeste, sendo geralmente explorada por pequenos agricultores, predominando a mão-de-obra familiar.”
Partindo da sua importância, realizou-se um estudo genético de melhoramento da cultura, visto que os principais problemas são os fitossanitários, sucetíveis a várias doenças como: a Sigatoka-amarela, causada por Mycosphaerella musicola Leach, e mal-do-Panamá, cujo agente causal é o Fusarium oxysporum f. sp. cubense (E.F. Smith) Snyder & Hansen.
Assim, os autores aqui referidos tiverma como objetivo do trabalho avaliar genótipos de bananeira nas condições edafoclimáticas da região do Baixo São Francisco visando à seleção de materiais com características agronômicas e O trabalho foi instalado em outubro de 2004, na área experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros, no perímetro irrigado Cotinguiba-Pindoba, no município de Propriá, no Baixo São Francisco-SE.
Utilizaram como método de trabalho o delineamento experimental de blocos casualizados, com 20 tratamentos (cultivares e híbridos) e quatro repetições, sendo cada parcela formada por cinco touceiras, e a parcela útil, por três touceiras. Os tratamentos foram compostos pelos seguintes genótipos: híbridos tetraplóides de 'Gros Michel' (Bucaneiro e Ambrosia); 'Yangambi n° 2' (YB42-07 e YB42-21); 'Prata São Tomé' (ST42-08); 'Prata-Anã' (PA42-44, PA42-28, PA42-19, PA42-38D e FHIA-18); 'Pacovan' (PV42-53, PV42-85 e PV42-68), Cavendish (FHIA-02); e as cultivares Pacovan e Prata-Anã (subgrupo Prata), Grande Naine (subgrupo Cavendish), Maçã, Caipira (subgrupo Ibota) e Thap Maeo. As mudas micropropagadas, oriundas da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, foram plantadas no espaçamento 3,00 m x 2,00 m, em sistema de irrigação por aspersão convencional, atendendo à demanda hídrica da cultura. Foram realizados os tratos culturais de acordo com as recomendações técnicas (Alves & Oliveira, 1999). No segundo ciclo de produção, em virtude da perda de três parcelas, foram avaliadas 17 cultivares e híbridos. Por ocasião do florescimento, foram avaliadas as seguintes características: altura da planta do nível do solo à inserção da inflorescência, perímetro do pseudocaule a 30 cm do solo, número de folhas vivas, número de dias do plantio à emissão da inflorescência no primeiro ciclo. Na colheita: o número de folhas vivas, peso do cacho, número de pencas/cacho, número de frutos/cacho, número de frutos/penca, peso das pencas, peso médio da penca, peso médio dos frutos, número de dias do plantio à colheita do primeiro ciclo e número de dias do plantio à colheita do segundo ciclo. Foi realizada a análise de variância, e as médias, agrupadas pelo teste de Scott-Knot, a 5% de significância.
A análise de variância foi significativa para todas as características avaliadas no primeiro e segundo ciclos, resultado já esperado: No primeiro ciclo, verificou-se a formação de quatro grupos quanto à altura da planta. No primeiro, porte alto, classificaram-se PV42-85, PV42-53, PV42-68 e a Maçã, com médias que variaram de 3,42 m a 3,75 m. No segundo ciclo, o peso de cacho variou de 13,29 a 23,00 kg, para os genótipos ST42-08 e FHIA-02, respectivamente.
No primeiro e segundo ciclos, os híbridos de Pacovan foram mais tardios que sua genitora.
Assim, após todas as devidas análises concluíram:
1-Os híbridos PV42-53, PV42-68, PV42-85, FHIA-18 e FHIA-02 apresentam bom desempenho com relação à produção e potencial para serem recomendados na região do Baixo São Francisco.
2-Os híbridos Ambrosia e Bucaneiro podem ser uma alternativa às bananas do subgrupo Cavendish por apresentarem cachos grandes e sabor semelhante.
3-O híbrido YB42-07 pode ser uma opção para áreas de cultivo de banana 'Maçã' no Baixo São Francisco, tendo potencial para ser lançado como cultivar.